PIADA DE MUITO MAU GOSTO: Mulher é indenizada ao ser submetida a laqueadura em cirurgia de apendicite

“Entrei para operar da apendicite, mas quando retornei, ele [o médico] falou que tinha tirado meu bebê devido à cirurgia”. Foi desta forma que Keila Cristina Claro dos Santos descobriu que não podia mais ter filhos depois que ela submetida a uma laqueadura sem a sua permissão durante o procedimento. A moradora de Sorocaba (SP) entrou com uma ação na  Justiça e o Estado de São Paulo, que informou que irá recorrer da decisão, foi condenado a pagar R$ 20 mil por danos morais.

A dona de casa lembra que esperava o quarto filho em 2006 e já tinha montado o enxoval na expectativa da chegada do caçula. Entretanto, no terceiro mês de gestação, ela sentiu fortes dores e o médico disse que ela precisava operar de apendicite.

Assim que Keila saiu da sala de cirurgia, ela foi comunicada que foi preciso tirar a criança.  O hospital alegou que precisou fazer a cirurgia porque a gestação estava se desenvolvendo nas trompas. 

Sonho interrompido

A dona de casa tem três filhos do primeiro casamento, mas o segundo marido ainda não é pai. A laqueadura feita sem o consentimento dela também roubou o sonho do casal. Ela conta que o sonho dela é engravidar de novo.

Keila foi submetida a cirurgia em Sorocaba (Foto: Reprodução TV TEM)Keila foi submetida a cirurgia em Sorocaba – (Foto: Reprodução/TV TEM)

Entretanto, a dona de casa só poderia engravidar por meio da fertilização. Como ela está com 40 anos, já passou da idade máxima para fazer o procedimento pelo SUS e no particular, ela não tem condições de pagar.“Para pagar é muito caro e o SUS cobre até 35 anos”, lamenta Keila.

Indenização

A moradora de Sorocaba entrou com um processo na Justiça contra o hospital por danos morais. Inicialmente, o pedido foi negado pelo juiz da Vara da Fazenda Pública de Sorocaba, mas o advogado entrou com recurso no Tribunal de Justiça e a decisão foi favorável à paciente. Por conta da ação, o hospital foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização.

“Tem uma lei federal que obriga ao profissional médico a emitir uma autorização para o paciente assinar antes de ser feito procedimento, todos os riscos da laqueadura e se não fizesse. Então, teria que ter as informações mínimas e não tinha no prontuário médico essa autorização. Errou o profissional médico nessa situação de uma coisa que é irreversível”, esclarece o advogado Plauto Holtz.

http://www.jornalfloripa.com.br/noticia.php?id=1947715

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