AÇÃO QUE MERECE DESTAQUE: Agentes da PF pulam portaria para entrar em apartamento de caçula de Lula

Os policiais também tiveram de arrombar a porta do imóvel para cumprir mandado judicial. Luis Cláudio não estava lá

ANA CLARA COSTA

investigado Luís Cláudio, filho do ex-presidente Lula, prestou depoimento à PF  no último dia 4. Ele não soube explicar o serviço prestado à Marcondes  & Mautoni (Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão Conteúdo)

Policiais pulam portaria e arrombam apartamento de Luis Cláudio para cumprim mandado judicial(Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão Conteúdo)

O cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa deLuis Claudio Lula da Silva, filho caçula do ex-presidente Lula, foi agitado para os agentes da Polícia Federal na manhã da sexta-feira (4). Eles chegaram às 5h50 no edifício onde o empresário, enrolado na Operação Zelotes, vive com a esposa, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Os porteiros não permitiram a entrada da polícia porque não havia ninguém em casa. Então os sete policiais que executavam o mandado decidiram pular o portão e entrar no prédio. Depois arrombaram a porta do apartamento e só saíram de lá às 9h da manhã. Os porteiros disseram à PF que Luis Claudio estava em Nova York.

Reforço na segurança

Há poucos meses Luis Cláudio mandou instalar câmeras de segurança nos principais cômodos do apartamento. A medida foi tomada logo depois de ser citado na Operação Zelotes. Na ocasião, soube-se que também o imóvel onde vive Luis Cláudio é “emprestado” da família do advogado Roberto Teixeira, que defende Lula. Luis Cláudio não é o único da família a usufruir de imóveis de amigos. http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2016/03/agentes-da-pf-pulam-portaria-para-entrar-em-apartamento-de-cacula-de-lula.html

Avelino Freire:

1.  Estranho que Lula e sua família não tenham nada em seu nome: moram de favor, nas casas de amigos. Pior que os mais pobres brasileiros….Nosso caso, pelo menos, alugamos um imóvel. Estes caras não alugam, e não compram!!

2. ACHO QUE FOI UMA ATITUDE CORRETA, O JUIZ  SÉRGIO MORO ESTÁ LIDANDO COM LULA DA SILVA, MALANDRO E VASILINA, NÃO TERIA OUTRA FORMA.  

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de encontro com sindicalistas e membros do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo

Sérgio Moro sem dúvida fez história ontem. Não bastasse a assepsia moral que a Operação Lava Jato tem imprimido há dois anos às relações espúrias entre as empresas e o Estado brasileiro, ele não titubeou ao investigar e ao mandar interrogar, à força se necessário, ninguém menos que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, suspeito de receber favores ilícitos de empreiteiras. O fato terá desdobramentos jurídicos e políticos ainda insondáveis. É preciso analisá-los em separado para vislumbrar as consequências.
Comecemos pela parte jurídica. Tecnicamente, Moro acreditou que era justificado submeter Lula a um mandado de “condução coercitiva”, para evitar “tumultos como o havido recentemente perante o Fórum Criminal de Barra Funda, em São Paulo, quando houve confronto entre manifestantes políticos favoráveis e desfavoráreis ao ex-presidente”.
“Colhendo o depoimento mediante condução coercitiva, são menores as probabilidades de que algo semelhante ocorra, já que essas manifestações não aparentam ser totalmente espontâneas”, escreveu Moro. Ele ainda foi cauteloso, ao determinar que não fosse usada algema, nem permitida filmagem do deslocamento de Lula. Por fim, estabeleceu que o mandado só deveria “ser utilizado e cumprido, caso o ex-presidente, convidado a acompanhar a autoridade policial para depoimento, se recusas­se a fazê­-lo”.
Os confrontos entre manifestantes petistas e antipetistas ontem, diante do edifício de Lula em São Bernardo e no aeroporto de Congonhas onde ele depôs, mostraram que a avaliação de Moro foi um equívoco. Sua intenção não se cumpriu. Ao contrário. O conflito registrou uma intensidade ainda maior que por ocasião do depoimento abortado no Fórum da Barra Funda. Embora tenha reconhecido a cordialidade dos policiais, aparentemente insuficiente para evitar o uso do mandado, Lula soube aproveitar politicamente a coerção a que foi submetido para criar um clima de conflagração. Politicamente, portanto, Moro errou.
Juridicamente, no entanto, a decisão de submeter Lula a interrogatório é incontestável. Basta ler o pedido do Ministério Público Federal para entender como são fortes, sobejas e documentadas as evidências contra Lula. “Diversos fatos vinculados ao esquema que fraudou as licitações da Petrobras apontam que o ex- Presidente da República Lula tinha ciência do estratagema criminoso e dele se beneficiou”, escreveram os procuradores.
De acordo com eles, Lula sabia que empresas faziam doações eleitorais “por fora” e que havia um “ávido loteamento de cargos públicos”. “Não é crível que Lula desconhecesse a motivação dos pagamentos de ‘caixa 2’ nas campanhas eleitorais, o porquê da voracidade em assumir elevados postos na administração pública federal, e a existência de vinculação entre um fato e outro”, dizem. “Há elementos de prova de que Lula tinha ciência do esquema criminoso engendrado em desfavor da Petrobras e também de que recebeu, direta e indiretamente, vantagens indevidas decorrentes dessa estrutura delituosa.” Eis os principais:
1) Lula era próximo dos investigados e condenados nos esquemas do petrolão e do mensalão, como o ex-ministro José Dirceu, o empreiteiro Léo Pinheiro ou o pecuarista José Carlos Bumlai. O esquema na Petrobras funcionou durante o período de seu governo.
2) Entre 2011 e 2014, os maiores doadores do Instituto Lula e de sua empresa de palestras, a Lils, foram as empreiteiras investigadas na Lava Jato. De 35 milhões recebidos no período pelo instituto, R$ 20,7 milhões (60%) vieram das empreiteiras Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS e Andrade Gutierrez. De R$ 21 milhões recebidos pela Lils, quase R$ 10 milhões (47%) vieram dessas empreiteiras, acrescidas da UTC. Ao todo, as duas estruturas ligadas a Lula receberam R$ 31 milhões de um total de R$ 56 milhões (55%) das empreiteiras da Lava Jato. Os maiores pagadores da Lils e maiores doadores do Instituto Lula são as empreiteiras do petrolão. O quadro abaixo mostra esses pagamentos e revela, de modo eloquente, a relação da dependência financeira que as vincula a Lula:
Trecho do pedido de interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feito pelo MPF

Fonte:  http://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/

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